Gestão eficiente do tempo

Gestão eficiente do tempo

A gestão eficiente do tempo leva a maior produtividade, evita estresse e melhora a qualidade de vida. Esses resultados podem parecer óbvios; porém, as pessoas têm dificuldades para identificar o que é realmente importante e urgente. Além disso, costuma resistir a mudar suas rotinas.

É o que explica Eduardo Zugaib, sócio diretor da consultoria Z/Training-Treinamento e Desenvolvimento, especialista em técnicas motivacionais em vendas e gestão do tempo e coautor do livro Ser +Líder (Editora Ser mais, 2010).

“É importante se organizar visando o equilíbrio. A tendência é priorizar o lado profissional e deixar de lado outros componentes, como o tempo para a convivência com a família e os amigos, a vertente educacional ou formação continuada, e cuidados com a saúde”, enfatizou Zugaib, que participou nesta terça-feira (18/10) do comitê de Secretariado Executivo da Amcham-São Paulo.

O tempo é um recurso cada vez mais escasso na sociedade conectada 24 horas por dia, salientou o especialista. Segundo ele, no passado, acreditava-se que o avanço da tecnologia traria facilidade e, consequentemente, pouparia tempo. No entanto, o mundo está mais atribulado. “Mudou o senso de urgência das coisas, e a noção de produtividade se alterou completamente. Isso significa mais trabalho.” Justamente por serem mais demandadas profissionalmente, as pessoas precisam fazer uso saudável e balanceado das tecnologias nos outros momentos.

Orientações gerais

Eduardo Zugaig defende o uso crítico do tempo com base em alguns princípios:

• Falta de tempo é o tempo que se perde com falta de método para tocar as atividades cotidianas;
• É necessário elaborar uma matriz do tempo, destacando as ações que são realmente importantes e urgentes;
• É preciso fazer uma análise sobre os momentos que poderiam ser aproveitados de outra forma e que não o são pelo simples fato de se ter dado atenção a assuntos que não agregam valor algum (como fofocas ou conversas sobre temas depressivos);
• O indivíduo não deve ter sensação de onipresença nem ser escravizado pela tecnologia;
• Ao elaborar um esquema de novas rotinas, equilibrando aspectos profissionais e pessoais, é preciso manter o compromisso de segui-lo, ter foco.
• É fundamental reservar espaços para os cuidados com a saúde. “Existem pessoas que não fazem exames preventivos há dois ou três anos alegando falta de tempo”, criticou.

Por fim, Eduardo Zugaib destacou que os indivíduos tendem a migrar para a chamada “zona de conforto”, o que culmina em perda de tempo e estresse. “Por exemplo, quando uma pessoa entra em um emprego novo, sai mais cedo de casa para evitar qualquer imprevisto no trânsito e, ao chegar na empresa, se organiza para o dia. Depois, ao longo do tempo, ela tenderá a sair cada vez mais em cima da hora de casa, bem na margem minimamente necessária para chegar no horário”, explicou.

Por Daniela Rocha

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